1 de ago. de 2016

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Por Nan Araujo
Ética e Corrupção
Ética > conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo social ou de uma sociedade.
Corrupção > "ato de quebrar aos pedaços", ou seja, decompor e deteriorar algo.
È o ato ou efeito de se corromper, oferecer algo para obter vantagem em negociata onde se favorece uma pessoa e se prejudica outra. É tirar vantagem em um "projeto de poder" atribuído. Busca oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício conforme Art. 333. do Código Penal.
“A corrupção social ou estatal é caracterizada pela incapacidade moral dos cidadãos de assumir compromissos voltados ao bem comum. Vale dizer, os cidadãos mostram-se incapazes de fazer coisas que não lhes tragam uma gratificação pessoal.”
Em suas atitudes cotidianas, será que você é ético ou corrupto? Quando você procura se beneficiar através do chamado jeitinho brasileiro. Não respeita a fila, chega e encontra um amigo na fila, quando têm muitos na mesma fila, e entrega boletos e outros afins para seu amigo pagar no caso de uma instituição financeira.
Quando não respeita o sinal do transito, quando só quer se dar bem em alguma ação da sua vida seja esporadicamente ou frequentemente, quando vende o seu voto etc.? Será que a formação familiar está deteriorada, onde ética, moral e bons costumes devem ser praticados e demonstrados?

Reflita sua vida, suas atitudes, seu comportamento como ser humano, pois só assim, teremos um mundo melhor, menos conflitos e desrespeito na humanidade.

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Pela 1ª vez, eleitorado feminino é maior em todos os estados do país

Por Thiago Reis
O eleitorado feminino tem crescido ano a ano no país. Nestas eleições, pela 1ª vez, ele será maior que o masculino nos 27 estados do país.
No Brasil, há 76,5 milhões de mulheres cadastradas na Justiça Eleitoral – 6,7 milhões a mais que os homens. O país tem hoje 146,4 milhões de votantes (parte deles está no exterior e não votará nas eleições municipais).
Nas últimas eleições municipais, em 2012, quatro estados ainda contavam com mais eleitores homens: Mato Grosso, Pará, Roraima e Tocantins. Em 2014, só Mato Grosso e Tocantins ainda tinham mais homens. Mas as mulheres viraram o jogo.
Em Mato Grosso, estão aptas a votar 1.139.972 mulheres e 1.128.530 homens.
No Tocantins, a diferença é pequena: são 518.938 mulheres, ante 518.125 homens. A ultrapassagem, feita apenas em abril deste ano, mostra a importância do eleitorado feminino no país.
Fonte:G1 
A inviabilidade do Brasil e a derrota da sociedade

por Aldo Fornazieri
O fracasso do projeto do PT disseminou a reforçou a crença de que o Brasil é um país inviável do ponto de vista da constituição de um elevado padrão de justiça social e igualdade, de desenvolvimento econômico social e de sustentabilidade ambiental. Acreditava-se que o PT removeria os mecanismos estruturais da desigualdade, que reformaria as instituições políticas, que modernizaria e imprimiria eficiência à administração pública, que adotaria elevados padrões de moralidade, que faria uma revolução na educação, que constituiria uma Era de direitos garantidos e que abriria as portas para um novo período histórico de desenvolvimento tecnológico, econômico, social e ambiental. A projeção ideal desse projeto não só não avançou a contento, mas viu-se interrompida pelo fracasso governamental da gestão de Dilma Rousseff e submergiu afogada diante de graves denúncias de corrupção, jogando o PT na vala comum dos demais partidos dos quais havia pregado enormes diferenças.
Que as elites econômicas e políticas tradicionais do Brasil nunca foram capazes e nunca quiseram construir um projeto de modernização do país sempre se soube e o PT, na oposição, denunciava com veemência este descompromisso histórico que mantinha o povo manietado à iniquidade. Essas denúncias e a projeção ideal de uma possível transformação geraram esperanças no projeto do PT. Que este projeto sucumbisse de forma desmoralizada é algo a se registrar como um lamento e um desencanto nas páginas da história.
Nenhum povo está condenado a um passado eterno de opróbio e ignominia. Disso deram provas os persas e hebreus antigos. Nenhum povo está condenado à irrelevância: disso deram provas os romanos antigos e os americanos modernos. Mas para que essas situações de tragédia sejam superadas são necessários ou líderes virtuosos ou povos virtuosos ou ambos combinados. Na verdade, a existência de um desses fatores sempre tende a gerar o outro.
Pois bem, o Brasil nunca teve e não tem nem um e nem outro desses fatores. O Brasil padece de um problema genético-histórico, sem a superação do qual estaremos condenados à trágica normalidade, à irrelevância e à iniquidade: O povo enquanto povo, no sentido de Maquiavel, de Rousseau e de Hegel, nunca se autoconstituiu como uma comunidade política de destino. O Brasil não teve um evento histórico no qual fosse fundado pelo povo. Na Independência, na Republica e em outros episódios nunca tivemos um momento de “terror fundante” no qual a cabeça dos malvados fosse cortada e a res publica e a sua lei fossem validadas pela espada e pela infusão do temor do castigo. Mal fundados, permaneceremos um povo desorientado, um país perdido na tentativa de remediar-se por um cipoal de leis que não vingam porque não são expressão autêntica das necessidades sociais.
A estatolatria e a sociedade anêmica
O Brasil sempre andou pelas mãos do Estado opressor, violento, patrimonialista, paternalista e excludente. Aqui o Estado é tudo, a sociedade é gelatinosa, inorgânica, desarticulada - para usar termos gramscianos. Aqui todos acorrem ao Estado: a esquerda, o centro, a direita, os progressistas, os liberais e os conservadores. Os movimentos sociais, os grupos étnicos, as ONGs, com algumas exceções, também correm para o Estado: querem uma secretaria, um ministério, verbas, funcionários, isenções.
Os maiores estatólatras são os empresários das mais diversas atividades, do agronegócio às micro e pequenas empresas, passando pelos grandes bancos. Todos querem benefícios, incentivos fiscais e privilégios, em múltiplos processos que drenam bilhões de reais dos recursos públicos para grupos privados. O sistema tributário no Brasil foi feito para que os que ganham mais paguem pouco ou nenhum imposto.
O Simples, o Supersimpes e as MEIs provocam gravíssimas distorções em favor dos que ganham mais dentro dos respectivos patamares de isenção, como mostram estudos do Centro de Cidadania Fiscal. Outros estudos revelam que as isenções fiscais de produtos da cesta básica beneficiam menos os mais pobres e mais as maiores faixas de renda. Ou seja, mesmo os mecanismos que são criados para, supostamente, beneficiar os mais pobres terminam beneficiando os que ganham mais. Boa parte dos jovens da classe C trabalha durante o dia e estuda em faculdade privada à noite. Enquanto isto, nas universidades públicas a maioria dos estudantes pertencem a famílias com faixas de renda superiores. O Brasil é um país sui generis: tira dos pobres para dar aos ricos.
Na presente conjuntura de consolidação do golpe contra a democracia, em face da crise fiscal, a educação e a saúde, entre outros direitos, começam a ser as primeiras vítimas. Mas, como alguns analistas têm notado, a PEC 241/16, não é uma simples medida de ajuste fiscal. Ela representa a captura do Estado pelo sistema financeiro. Enquanto a maior parte dos gastos públicos, particularmente os gastos com os programas sociais, terão uma trava, os gastos com juros permanecerão livres desse limite. Trata-se de um artifício técnico para tirar poder do governo político, eleito pelo povo, e dos próprios representantes na Câmara dos Deputados, que não terão poder de decidir dentro das regras orçamentárias sobre parte dos recursos por um período de 20 anos se a Emenda for aprovada. Em outras palavras, limita-se a própria soberania popular, expressa através do voto, por um mecanismo que captura o Estado e a democracia em favor de determinados interesses.
A sociedade brasileira, nos ambos os lados da presente polarização, está saindo derrotada do atual processo político. Aqueles que queriam a saída de Dilma se mobilizaram julgando que a corrupção é o maior problema do país. Bastaria remover os corruptos e o Brasil voltaria a andar. De fato, a corrupção é um enorme problema, mas não é o maior. Parte dos manifestantes viu sair o governo do PT para acender o governo do PMDB e aliados, numa espécie de sindicato dos corruptos. As grandes manifestações contra a corrupção e pelo impeachment estão deixando como saldo um pouco mais que nada. Não resultou um salto organizativo da sociedade civil. Os políticos no Congresso decidem o afastamento de Dilma tomando as manifestações apenas como pretexto. O que vale são seus interesses próprios.
Hoje, boa parcela dos que não queriam Dilma também não quer Temer. Não lhes resta outro consolo do que o amargor de uma derrota e a sensação de que foram enganados. Sim, porque o “Vem Pra Rua”, o “Muda Brasil” etc., não passaram de fraudes: se diziam apartidários enquanto eram financiados pelos partidos do golpe e por grupos internacionais. As páginas da história haverão de registrar as grandes manifestações como um passear de multidões a serviço, não da sociedade, mas dos políticos, muitos deles corruptos, pois, mais uma vez, a transição está ocorrendo pelo alto, pelo Estado.
Os movimentos sociais e populares que lutaram e lutam em defesa da democracia e contra o golpe também estão sendo derrotados. Alguns já buscam um modo de acomodação com o novo estado de coisas do governo Temer. Os partidos de esquerda estão enredados na sua trágica incompetência. Os que lutam e olham o futuro a partir da perspectiva da sociedade são poucos e não têm uma representação e um enraizamento nacional e nem um projeto de refundação do Brasil. Essas forças novas que surgiram no processo dos últimos meses são insipientes, embora tenham uma semente de futuro, uma bruxuleante luz de esperança. As forças conservadoras requereram o prazo de dois anos para construir um projeto para 2018. As forças democráticas e progressistas estão embaraçadas na perplexidade da derrota.
Aldo Fornazieri – Professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
Fonte: Jornal GGN
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Brasil gasta R$ 9,4 bilhões com partidos políticos em dez anos

Entre repasses do Fundo Partidário e renúncias fiscais para bancar a propaganda no rádio e na TV, os mais de 30 partidos políticos brasileiros custaram aos cofres públicos cerca de R$ 9,4 bilhões nos últimos dez anos. Esse valor equivale ao da obra mais cara da Olimpíada do Rio: a construção da linha de metrô entre Ipanema, na zona sul, e a Barra da Tijuca, na zona oeste, com 16 quilômetros de extensão.
Além da propaganda eleitoral e partidária na TV, esses recursos custearam aluguéis de sedes, viagens de dirigentes, compra de equipamentos e pagamento de pessoal de todas as legendas - desde as mais influentes nos rumos do País, como PT, PMDB e PSDB, até os vários "nanicos" que atuam como coadjuvantes no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas.
Até recentemente, os cofres públicos pareciam ser uma fonte inesgotável de verbas - mas o quadro mudou com a crise econômica Além disso, a disputa por esses recursos se acirrou após a proibição do financiamento de campanhas por empresas. É nesse contexto que volta a prosperar no Congresso e no governo a ideia de reservar o acesso aos subsídios públicos apenas às legendas com maior representatividade política, com a adoção da chamada cláusula de barreira.

Segundo cálculos do Estadão Dados, de cada R$ 5 do financiamento público das atividades políticas na última década, R$ 1 foi direcionado a partidos com baixa representatividade, que obtiveram menos de 2% dos votos na última eleição para a Câmara dos Deputados em termos nacionais ou na maioria dos Estados. Enquadram-se nessa categoria 19 legendas, que custaram R$ 1,7 bilhão em subsídios desde 2007.
Esses 19 partidos, que elegeram apenas 13% dos deputados federais em 2014, perderiam acesso ao Fundo Partidário e à propaganda gratuita na TV se já estivesse em vigor a cláusula de barreira que PSDB e PMDB pretendem aprovar, por meio de uma proposta de Emenda à Constituição. Já as 13 legendas detentoras das demais 87% das vagas da Câmara sairiam ganhando, ao reduzir o número de concorrentes com quem teriam de disputar o dinheiro do Fundo Partidário e a atenção dos espectadores do horário eleitoral.
Fonte: Correio Brasiliense

31 de jul. de 2016

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As velhas Raposas de Sempre



Por Nan Araujo


Entra ano eleitoral e saí ano eleitoral, es as caras são as mesmas, os profissionais da politicagem entram em ação, estão de lados opostos, como é de costume se ver no dia a dia. Quando se aproxima a disputa de grupos, surgem as grandes conveniências, porque todos vivem de acordos com seus interesses, dizer que defendem o povo, algo que beneficie o povo, é pura balela, quem acompanha, sabe que não é bem assim, ficam do lado do poder e para tirar proveito dele em benefício próprio, essa é a verdade.
Será que não há alguém com ideias novas, alguém com capacidade para elaborar um projeto de governo, levando em consideração as reais necessidades da população do município, pois cada município, têm a sua realidade? Em todas as esferas, o que vemos, são os mesmos há décadas, e, assim a população fica refém do descaso que todos tratam  assuntos de relevância para desenvolver a cidade, zona rural ou até mesmo um determinado Estado da Federação.
A política virou para muitas famílias de políticos, um grande negócio, um emprego público de quatro em quatro anos, renovável a cada quatro anos e com muitos privilégios, pagos pela população.
Às vezes, se ouve dizer, cada eleitor tem o governo que merece o eleitor não sabe votar, deveria escolher o melhor candidato. Qual o melhor candidato? Fica difícil essa escolha, haja vista ser uma incógnita os atos do que vai se eleger.
É sabido que tem lei que fiscaliza as administrações públicas, por exemplo:
lei de responsabilidade fiscal, referente à transparência da gestão governamental. Os recursos são repassados para o município, mas não há acompanhamento da aplicação. Só após acontecerem os famosos desvios, é que os órgãos fiscalizadores fazem a conferencia para aprovar ou não aprovar as contas, é o caso do TCE (Tribunal de Contas do Estado, em cada Estado da federação tem um) ou CGU (Controladoria Geral da União). Antes, os prefeitos, contam com a conivência dos vereadores, para aprovar suas contas.  O Legislativo que se diz ser  um poder independente, mas na prática não é, pois ao se eleger a maioria fica ao lado do prefeito, para manter benesses junto ao executivo, esquecendo o verdadeiro papel do vereador, que é fiscalizar os atos do executivo, elaborar leis e aprovar junto aos seus pares leis benéficas ao progresso da sociedade e do município.

Eleitor fique atento que eles vão aparecer para pedir o seu voto com promessas das mais variadas, cumpri-las é que é difícil, é a mesmice de sempre.

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Lei Maria da Penha completa dez anos com redução de 10% em feminicídios

Ana Silva*, 34, aperta os nós dos dedos como se fosse capaz de desenrolar com as mãos os problemas da vida após o fim do relacionamento com Pedro Cardoso*. Há quatro anos, ela deixou os filhos menores com os avós e levou o maior para morar com ela e o então namorado. O destino era uma casa, na roça, em Planaltina. Depois de um ano e meio de relacionamento, Pedro convenceu a moça de que poderia ser padrasto de seus filhos. “Primeiro, eu queria confiar. Não fui me juntando a ele e levando logo os meus filhos. Quando ele me passou confiança, levei”, justifica, nunca dizendo o nome daquele que virou seu algoz. A ida dos filhos menores à casa de Ana, em 2013, escancarou à família o pesadelo que ela vivia calada. A jovem é uma das mulheres que tiveram o destino alterado por causa da Lei Maria da Penha, que completa, no próximo domingo, 10 anos de existência e de proteção a pessoas que tiveram a vida destruída por companheiros.

De acordo com o estudo Avaliando a Efetividade da Lei Maria da Penha, feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2015, a Lei Maria da Penha teve impacto positivo na redução de assassinatos de mulheres em decorrência de violência doméstica. A lei fez cair em cerca de 10% a projeção anterior de aumento da taxa de homicídios domésticos, a partir de 2006, quando entrou em vigor. Segundo os dados, a queda é atribuída ao aumento da pena para o agressor, ao maior empoderamento da mulher, às condições de segurança para que a vítima denuncie e ao aperfeiçoamento do sistema de Justiça Criminal para atender de forma mais efetiva os casos de violência doméstica. Ou seja, em um cenário em que não existisse a lei, possivelmente as taxas de homicídios de mulheres aumentariam. No Brasil, os dados do Ipea mostram que a taxa de homicídios de mulheres dentro de casa era de 1,1 para cada 100 mil habitantes, em 2006, e de 1,2 para cada 100 mil habitantes, em 2011. A violência ainda não parou, mas ganhou uma grande combatente que a deixou, ao menos, estacionada.
Dificuldades
Autora da lei, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) ressalta que, nesses 10 anos, as pessoas passaram a confiar na possibilidade de serem protegidas. “Essas mulheres buscam proteção porque também há a superação da impunidade. Nós já tivemos 300 mil vidas salvas, 90 mil prisões em flagrante.” Jandira destaca que, de 2014 para 2015, as detenções aumentaram ainda mais por causa de uma forte campanha do Ligue 180, canal de denúncias.

*Nomes fictícios a pedido das vítimas
Fonte: Correio Brasiliense
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Tomar café de estômago vazio pode ser muito arriscado

Os benefícios do café já são conhecidos pela maioria das pessoas, sendo uma importante fonte de antioxidantes que ajudam a prevenir alguns problemas de saúde e também doenças como o cancro do cólon. Os antioxidantes do café provêm do ácido clorogênico que também se encontra presente em diversas frutas. Mas tomar café pode também não ser tão saudável, em se tratando de estômago vazio. Por causa da cafeína, essa é uma maneira rápida de estimular a liberação dos ácidos estomacais. A longo prazo a pessoa pode até desenvolver uma gastrite crônica e quem já sofre com problemas de estômago, pode sentir este efeito muito mais rápido. O suco gástrico – composto principalmente de ácido clorídrico e enzimas – é o responsável por fazer a “quebra” do alimento ingerido, tornando o meio ácido ideal para a atuação das enzimas do suco por causa de seu pH que não passa de 2. A verdade é que quando o café atinge o estômago vazio, todo o processo de digestão é estimulado e irá causar dificuldades na digestão de proteínas. Se as proteínas não forem processadas completamente, elas podem criar vários problemas do sistema digestivo como a irritação, a inflamação intestinal e o inchaço. A longo prazo a pessoa pode apresentar sinais de desnutrição como perda da massa muscular, pele descamativa, perda da qualidade dos cabelos e inchaço em pernas. A imunidade fica comprometida e infecções persistentes podem aparecer. Na verdade, isto pode ser tão grave que pode também desenvolver Acrodermatite Enteropática, Doença de Chron, Retocolite Ulcerativa.
Um estudo publicado no periódico “New England Journal of medicine” concluiu que além de estimular a produção do suco gástrico, é possível que a cafeína prejudique o funcionamento esfíncter esofágico inferior e pessoas com úlcera e refluxo jamais deve consumir a bebida. O café, quando entra no corpo, aumenta os níveis de cortisol – também conhecido como hormônio do estresse – quase que instantaneamente na nossa corrente sanguínea. O cortisol é um hormônio responsável por regular o relógio biológico. Seu excesso pode aumentar a ânsia por açúcar e perturbação dos ciclos do sono.

Fonte: Diário de biologia