17 de jul. de 2014

Sindicatos  de servidores públicos estaduais entram na Justiça por atendimento exclusivo no hospital Carlos Macieira



Entidades e sindicatos ligados aos servidores estaduais conseguiram uma liminar para que o Hospital Carlos Macieira, construído pelo Fundo de Aposentados dos Funcionários Públicos, voltasse a atender somente os servidores. A liminar, no entanto, foi derrubada depois que os próprios conselheiros do Fundo de Aposentados disseram que não têm condições de manter a estrutura funcionando.
O hospital foi cedido ao governo do Estado, que abriu atendimento ao público em geral desde 2011. Agora, os conselheiros dizem que, como a cessão do hospital para o Estado não está trazendo benefícios para o Fundo de Aposentadoria dos Servidores, eles pretendem vender o hospital, incorporando o investimento feito pelo governo no valor total do imóvel.
"Não só o hospital, mas todo o patrimônio imobiliário do fundo está sendo avaliado para que seja colocado à venda, para que esse dinheiro entre no fundo para aplicação financeira para garantir o pagamento das pensões e das aposentadorias", explicou o conselheiro Idevalter Nunes.
O secretários estadual de Saúde disse que está disposto a fazer uma proposta para que o investimento que está sendo feito não vá parar nas mãos de outro comprador.
"O hospital, pertencendo ao patrimônio estadual, principalmente ao patrimônio da rede hospitalar estadual, a gente precisa ter a garantia da sua manutenção, do seu funcionamento", observou.
Novos setores

O hospital ainda está em obras, mas novos setores já estão funcionando para desafogar o atendimento de casos mais complexos que, até então, se concentravam no Hospital Geral. Áreas onde havia carência em São Luís receberam melhorias, como a abertura de 150 vagas para hemodiálise. Antes, pacientes ficavam até seis meses internados no Hospital Geral para não perder as vagas.

Foram inaugurados também nove Unidades de Terapia Intensiva (UTI), totalizando 47 leitos; um Centro de Cirurgia de Alta Complexidade, com nove salas; e uma central com 19 vagas para pacientes vítimas de infarto e Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC).
"Nós começaremos a fazer cirurgias e alta complexidade, neurocirurgia, cirurgia cardíaca, car diovascular, bariátricas, grandes cirurgias serão feitas aqui", concluiu a diretora clínica do hospital Gisele Baumann.
Do G1

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