10 de ago. de 2014

Aplicativo protege vídeos íntimos com senha dupla



O casal apaixonado aproveita um momento de intimidade e tira fotos sensuais com o celular. Pouco tempo depois, terminam o relacionamento, mas um deles se sente rejeitado. Num ímpeto de vingança, divulga na internet as imagens sexuais com o intuito de difamar a outra pessoa. Esse é um exemplo de "revenge porn", ou pornô de vingança.

O aplicativo Disckreet busca inibir a prática, exigindo duas senhas - uma de cada parceiro - na hora de registrar e também acessar os registros íntimos. Ele foi lançado em julho apenas para dispositivos iOS, na App Store, por US$ 0,99 (cerca de R$ 2,2).

Como funciona
"Quando o app é usado pela primeira vez, ele pede que o primeiro usuário escolha uma senha. Depois, deve passar o dispositivo para a segunda pessoa, que escolherá outra combinação", explica Antony.

A partir daí, os dois parceiros devem inserir suas combinações para fazer login no app, podendo então tirar fotos e vídeos ou rever o conteúdo. Os dados são salvos apenas no dispositivo e não são enviado para a internet. Também é possível importar para o Disckreet imagens e vídeos de outros programas, protegendo o conteúdo com as senhas.

Por segurança, não é possível mudar as senhas, mas é possível apagar todos os vídeos e fotos registrados pelo app sem o uso das combinações secretas.

Pornô de vingança
Segundo estudo da McAfee realizado em 2013, um em cada dez norte-americanos ameaçou vazar fotos ou vídeos sensuais do ex-parceiro na internet - 60% das vezes, chegou a compartilhar o conteúdo sem consentimento.

Cada país tem seus mecanismos de defesa contra a prática. No Brasil, o Marco Civil, espécie de constituição da internet que entrou em vigor em 23 de junho, determina que o provedor de aplicações (ex: Facebook ou Google) deve retirar o material do ar caso seja notificada pela pessoa lesada ou um representante legal.

A lei 12.737/2012, também conhecida como Lei Carolina Dieckmann, pode ajudar quem se sentir lesado. A lei, que ganhou o apelido após o caso de fotos vazadas da atriz repercutir muito em 2012, prevê pena de detenção de três meses a um ano, além de multa, para quem invadir computadores alheios ou outro dispositivo de informática, com a finalidade de adulterar, destruir ou obter informações sem autorização do titular.

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